segunda-feira, 12 de setembro de 2016

A primeira, a gente nunca esquece.

Resolvi criar o blog porque percebi que amiga minha mesmo somente as letras. Elas não me julgam, não me interpretam errado e, mais do que ninguém, me conhecem e sabem do meu caráter e do meu íntimo.
Aliás, como é fácil julgarmos e colocarmos sentimentos e intenções no agir e falar dos outros sem darmos ao menos a chance da pessoa poder se defender ou, se ela teve a chance de fazer sua defesa, acreditar que existe ali um ser humano que está falando a verdade. A gente julga, muitas e muitas vezes, pelas nossas próprias intenções, caráter ou experiência de vida. Tenho provado do meu próprio veneno porque muito já me achei capaz de julgar e de apontar o dedo para os outros sem saber se realmente eles estavam com aquelas intenções. Mas assim é a vida. Um dia a gente precisa aprender pra poder seguir em frente. Ou tentar ao menos.
Há aqueles que acham que já sabem tudo, que são os juízes do comportamento alheio e que estão livres e isentos de toda e qualquer possibilidade de erro, consciente ou não. Gente que anda de nariz empinado apontando o dedo pra todo mundo e nunca pára pra perguntar o que realmente está acontecendo. Sabe ser lenha mas nunca vento. Cansei. Cansei de ficar atrás o tempo todo tentando provar que eu realmente não sou uma pessoa má, que tenho inúmeros defeitos e um deles e, talvez o maior de todos é ser verdadeira e honesta com todas as pessoas que me relaciono. Na verdade, nem procuro ser honesta por elas, mas pelos meus sentimentos. Acho que o sentimento é algo tão genuíno, tão único que não ser fiel à eles parece algo surreal e ingrato com nossa capacidade de sentir e nos doar aos outros.
Eu quero esse blog pra poder doar meus sentires em forma de palavras e ficar livre dos juízes da integridade emocional e do caráter alheio.
Aqui sei que estou segura.

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